Se você acordou com mal-estar, náuseas ou dor de barriga, provavelmente está se perguntando quantos dias de atestado para intoxicação alimentar pode receber. Essa é uma dúvida muito comum, pois ninguém consegue trabalhar ou estudar sentindo os sintomas desagradáveis de algo que “caiu mal”.
A verdade é que o tempo de repouso depende muito da gravidade dos sintomas. Em casos leves, o médico pode recomendar apenas 1 ou 2 dias. Já em situações mais sérias, o período pode ser maior.
Se você estiver se sentindo muito mal e não conseguir sair de casa, uma opção prática é buscar um atestado médico online, que permite passar por uma consulta via telemedicina e receber a orientação necessária sem enfrentar filas.
Neste artigo, vamos explicar tudo sobre a intoxicação alimentar de um jeito bem simples, para que você entenda seus direitos e, principalmente, como cuidar da sua saúde.
O que é a intoxicação alimentar?
Imagine que seu corpo é como um castelo protegido por soldados (seu sistema imunológico). Às vezes, alguns “vilões” (bactérias, vírus ou toxinas) entram no castelo escondidos em comidas ou bebidas estragadas ou mal lavadas.
Quando esses vilões entram no seu estômago e intestinos, seus soldados começam uma batalha para expulsá-los. Essa “briga” interna é o que causa os sintomas da intoxicação. É a forma do seu corpo dizer: “Tem algo errado aqui e eu preciso tirar isso o mais rápido possível!”.
Como a gente “pega” intoxicação alimentar?
Existem várias formas de isso acontecer:
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Comer carne malpassada: Algumas bactérias sobrevivem se a carne não for bem cozida.
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Frutas e verduras mal lavadas: Podem conter sujeira ou micro-organismos da terra.
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Alimentos fora da geladeira: Maionese, leite e ovos estragam rápido no calor.
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Mãos sujas: Quem prepara a comida precisa estar com as mãos bem limpas.
Principais sintomas: Como saber se é intoxicação?
Os sinais costumam aparecer poucas horas depois de comer algo ruim, mas às vezes podem demorar até dois dias. Os sintomas mais comuns são:
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Enjoo e Vômito: Seu corpo tentando expulsar a comida pela “porta da frente”.
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Diarreia: O corpo tentando limpar tudo pela “porta de trás”.
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Dor de barriga (Cólica): Aquelas pontadas que fazem a gente se dobrar.
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Febre baixa: O corpo esquentando para tentar matar os invasores.
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Cansaço extremo: Como o corpo está lutando, você fica sem energia.
Quantos dias de atestado o médico costuma dar?
Essa é a pergunta de um milhão! Mas a resposta não é uma regra fixa. O médico decide o tempo com base no seu estado físico. Veja os cenários mais comuns:
1. Casos Leves (1 a 2 dias)
Se você teve apenas alguns episódios de diarreia e já consegue beber água e comer coisas leves, o médico geralmente dá 1 ou 2 dias. Esse tempo serve para você hidratar o corpo e esperar o sistema digestivo voltar ao normal.
2. Casos Moderados (3 a 5 dias)
Se você apresenta febre, muitas dores abdominais e não consegue parar de vomitar, o risco de desidratação é maior. Nesse caso, o repouso precisa ser mais longo para garantir que você não desmaie de fraqueza no trabalho ou na escola.
3. Casos Graves (Mais de 5 dias ou Internação)
Se houver sangue nas fezes, desidratação severa ou se a intoxicação for causada por bactérias perigosas (como a Salmonella), pode ser necessário ficar mais tempo afastado ou até ser internado para tomar soro na veia.
O que o médico avalia para dar o atestado?
Quando você passa por uma consulta, seja presencial ou por atestado médico online, o profissional analisa alguns pontos importantes:
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Nível de hidratação: Ele olha se sua boca está seca ou se seus olhos estão “fundos”.
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Capacidade de trabalhar: Um cozinheiro com intoxicação, por exemplo, não pode trabalhar de jeito nenhum, pois pode contaminar outras pessoas.
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Sinais vitais: Pressão arterial e temperatura.
Importante: O atestado é um documento legal que justifica sua ausência e garante que você não tenha o dia descontado no salário.
Como se recuperar mais rápido?
Enquanto você descansa durante os dias de atestado, precisa seguir algumas dicas de “ouro”:
Beba muita água (Hidratação é tudo!)
Quando temos diarreia ou vômito, perdemos muita água e sais minerais. Beber apenas água pura às vezes não basta. O ideal é intercalar com:
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Soro caseiro.
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Água de coco.
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Isotônicos (aqueles sucos de atleta).
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Chás claros (como erva-doce ou camomila).
Alimentação Leve
Não adianta nada estar com intoxicação e querer comer hambúrguer ou pizza! Seu intestino precisa de descanso. Aposte em:
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Arroz branco e purê de batata.
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Frango grelhado ou cozido (sem muita gordura).
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Frutas como banana e maçã sem casca (ajudam a “prender” o intestino).
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Torradas simples.
O que EVITAR
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Leite e derivados (queijo, iogurte).
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Comidas gordurosas e frituras.
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Doces e refrigerantes.
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Temperos muito fortes ou pimenta.
Quando a situação é urgente? (Sinais de Alerta)
Às vezes, a intoxicação alimentar deixa de ser algo simples e vira uma emergência. Procure um pronto-socorro imediatamente se você notar:
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Desidratação grave: Muita sede, boca muito seca, pouca urina (e com cor escura) e tontura ao levantar.
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Sangue: Presença de sangue nos vômitos ou nas fezes.
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Febre alta: Acima de 38,5°C que não baixa com remédio.
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Visão embaçada: Ou dificuldade para falar e engolir.
Como evitar a intoxicação no futuro?
Para não precisar de outro atestado para intoxicação alimentar tão cedo, siga estas regrinhas simples:
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Lave as mãos: Sempre antes de comer e depois de usar o banheiro.
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Cuidado com o “mormaço”: Não deixe restos de comida em cima do fogão por muito tempo. Coloque na geladeira assim que esfriar.
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Observe o lugar onde come: Se a lanchonete parece suja ou se a comida está exposta a moscas, melhor escolher outro lugar.
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Lave bem os vegetais: Use produtos próprios para higienizar saladas.
Conclusão
Ter uma intoxicação alimentar é muito ruim, mas com o repouso certo e muita hidratação, você logo estará bem. Lembre-se que o atestado para intoxicação alimentar é um direito seu para garantir sua recuperação total.
Se os sintomas começarem, não tente ser um herói. Descanse, siga as orientações médicas e cuide do seu “castelo” interno. A saúde deve vir sempre em primeiro lugar!
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